P.S.
engraçado, encontrei comigo mesmo hoje a noite.
lembro das conversas em cima do muro,
um só em cimento, e o outro coberto com lajotinhas vermelhas, vizinhos
lajotinhas tipo aquelas feitas para parede de escola, pra criançada sujar à vontade
as conversas: talvez sobre o brinquedo mais novo, cores da calçada,
e até um "o que vc vai ser quando crescer"
A lajotinha azul, do mesmo tamanho da vermelha, veio à tona: cobria o piso da garagem que eu insistentemente olhava no momento que perdia o meu primeiro amor.
e naquele mesmo local perdi meu avô, anos e anos depois
Engraçado,
hoje encontrei-me com lembranças, porque elas de fato é que permancem intactas,
as pessoas, neste caso, são como chaves que abrem e revelam tesouros.
beijo grande!

Escrito por rapha_ às 23h20
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bom filho
quem adormece não espera os acontecimentos,
simplesmente acorda e retoma
tudo, de onde parou.
A não ser que tudo ao seu redor
não seja mais o mesmo, eu e o meio.

Escrito por rapha_ às 17h03
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transformações
reluzentes idéias acendem
ascendem...
quando me sentir leve
saberei que atingi o pico

Escrito por rapha_ às 13h31
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again...
e assim começa o ano...
novidades antigas, castigos realizados,
superações das angústias e criação de novas,
novas em pílulas de mal-estar que serão servidas àqueles...
basta desejar além do necessário.
Escrito por rapha_ às 18h11
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liberto-me das falhas,
e livre do azar
onde os dedilhos de noite afora
insistem bravamente pelas vontades
liberto-me de ti
liberto-me do ar

Escrito por rapha_ às 01h04
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boas
quando acho que termino, (re)começo.

Escrito por rapha_ às 14h10
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sem tempo
pouco tempo para muito
muito tempo para nada
ideal: nem muito, nem pouco,
mas a parcimônia e o exacerbado me conduzem

Escrito por rapha_ às 08h52
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um pulo
cada dia caio por ai...
cada um caindo por cada queda!
cada queda que não revela,
queda que sustenta
sua queda por mentir.

Escrito por rapha_ às 07h38
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na fita
sobre algo chato hoje:
tem um cara por ai, é...ele mesmo,
por conta de tudo não dito, ele começou a falar,
a falar...e a falar,
não distinguia o verdadeiro do sublime,
a curva da elipse,
o lápis da borracha.
Mas era esperto,
amigo do rei.
Belo dia...bela noite,
_afinal, já também não sabia se era claro ou escuro_
fechou os olhos abertos e respirou
o vazio do ar,
e algo entrou como cocaína.

Escrito por rapha_ às 16h02
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SEM PROPOSTA ALGUMA
Primeiro post sem vontade alguma...
o que dizer? o que escrever? o que pensar?
acho que preciso de outra coisa,
mais importante porém menos séria,
mais real porém menos...não sei.
Hum...Calvino seria uma boa:
Quero leveza e menos estaticidade,
rapidez e menos constância,
exatidão e menos amnésias,
visibilidade/visões e menos concretude,
multiplicidade e menos dúvidas,
consistência e menos....
não sei, Calvino morreu antes.

Escrito por rapha_ às 12h02
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MUDO
Sono.
Uníssono.
Uni ao som do sono
o som, que do sono uníssono
soou como um som.
Afinal, só não soa uníssono
Aquilo que é do sonho.

Escrito por rapha_ às 20h54
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fragmentos de água em 5 minutos
Liguei o chuveiro...
Já pensou se cada parte do corpo fosse como um assunto?
Falando nisso, é melhor lavar a cabeça primeiro ou por último?
O sabonete seria como uma ferramenta de discussão.
Não o deixe cair...senão
O que o cotovelo me diz de novo é o que o pé já me disse no último banho,
Olhei aquele azulejo, interessante,
parecia que ele não estava tão escuro na ultima vez,
Ta quente, melhor aumentar o fluxo de água.
Qual musica está tocando? O barulho da água na cabeça dificulta,
Mas insisto em ligar o som.
Voltando ao assunto...
Opa...caiu!
Na verdade queria que aquele artigo tivesse apenas três capítulos,
E que não adianta, sem Plano Diretor definindo estas coisas, é impossível!!!
Telefone...Parou.
Lembrei! ta na hora já, deixa as costas pro próximo.
Tudo em 5 minutos.
Aaaaaa, de novo, esqueci a toalha.

Escrito por rapha_ às 19h34
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Errei! Não sei quem fui!
Sobre o que?
“A sabedoria é filha da experiência” (Da Vinci)
Fiquei pensando sobre a necessidade renascentista de experimentar as coisas.
Errando como um simples passo na busca de uma certeza real, unitária, controladora, uma geração heróica.
E nós? Andarilhos virtuais do século XXI, cada um nesta interface como um flâneur errante (pleonasmo proposital) que tem como consolo as teclas “Ctrl+Z” (apertadas quase simultaneamente).
Será que quando tentamos reparar erros não estaríamos dando um passo pra trás? Perdendo a oportunidade de experimentá-los e transformá-los em sabedoria. Pois é fato, pensamos nas conseqüências do erro antes da ação, mas não nele.
Fico tentando pensar a que viemos, por um olhar distante, ou como preferia Alberti, um “olhar alado”, ou com a sua freqüente pergunta: QUID TUM? (E agora?). Assim como Drummond: “E agora, José?”.
Acho que pra avançarmos um pouco nisso, sei lá o que, precisaríamos acordar e dizer: “Que dia lindo! Ótimo para errar!”.

“você marcha, José! José, para onde?”
Escrito por rapha_ às 19h05
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Afinal, que motivo leva uma pessoa a portar-se como rabisco de si mesma?
Pergunta idiota esta. Primeiro, o que é "portar-se"? Segundo, o que é ser "rabisco de si mesma"?
Não sei se com estas duas dúvidas colocadas em primeiro plano consigamos algo de útil. Também, pouco me importo.
Acho que o que me importa é buscar a origem desta minha pergunta.
E ai, inevitavelmente surge outra: Se eu sou um rabisco em determinados momentos, o que sou de fato?
Ou esta: ser rabisco é ser melhor, pior, diferente, igual, esboço, preexistir, anular, confundir, falsear?
Ahahahahahahahahhahaha.
"Ser ou não ser... Eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes?" SHAKESPEARE. HAMLET.
Tão batido isso, até o fantástico usou como tema de reportagem.
Esqueçam tudo.
Pensei no rabisco pois hoje me recordei de Saul Steinberger. Dele não, nem o conheço, mas de um desenho seu.
Eis aqui, neste desenho, a origem daquela minha primeira pergunta.

Escrito por rapha_ às 16h50
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vício
Não imaginava que isso podeira se tornar um vício;
cada dia nos deparamos com coisas que nos fazem despertar para o absurdo;
coisas absurdas acontecendo, absurdamente encantadoras.
Como um dia que vi pessoas felizes por esporte, isso mesmo,
gente com hora marcada pra ser feliz...
fiquei pensando...quem me dera...podia ser feliz umas 4 horas por dia.
Depois do almoço, claro, pra compensar o desânimo da digestão,
e ao mesmo tempo nos sentirmos agradecidos por fazer aquela refeição,
uma felicidade encomendada e sem taxa de entrega,
sem ter que assinar recibo nem pagar multa,
caso não retribua esta felicidade no valor exato ao que lhe foi cedida.

Apesar de escutar a trilha faz um bom tempo,
estes dias que consegui assistir I am Sam...
Não sei se faz sentido o que estava dizendo acima com o filme,
nem tão pouco esboçarei sentido algum.
Voltando ao que estava dizendo,
por favor
1 dose de felicidade, sem recheio...
ah...ia me esquecendo, embrulha pra viagem, pq o caminho é longo.
P.S.
decidi por isso aqui depois, não sei o porquê, ou melhor, sei!
Tem certos momentos em que acreditamos na felicidade como um ponto projetado no futuro,
mas acaba vendo que isso não passa de um abandono presente.
E quando se dá conta disso, não tem jeito,
muda seu foco, cria novas perspectivas, esquece o abandono...
mas nunca esquecerá daquele futuro que poderia ter sido.
Escrito por rapha_ às 18h01
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