delinqüências


Errei! Não sei quem fui!

Sobre o que?

“A sabedoria é filha da experiência” (Da Vinci)

Fiquei pensando sobre a necessidade renascentista de experimentar as coisas.

Errando como um simples passo na busca de uma certeza real, unitária, controladora, uma geração heróica.

E nós? Andarilhos virtuais do século XXI, cada um nesta interface como um flâneur errante (pleonasmo proposital) que tem como consolo as teclas “Ctrl+Z” (apertadas quase simultaneamente).

Será que quando tentamos reparar erros não estaríamos dando um passo pra trás? Perdendo a oportunidade de experimentá-los e transformá-los em sabedoria. Pois é fato, pensamos nas conseqüências do erro antes da ação, mas não nele.

Fico tentando pensar a que viemos, por um olhar distante, ou como preferia Alberti, um “olhar alado”, ou com a sua freqüente pergunta: QUID TUM? (E agora?). Assim como Drummond: “E agora, José?”.

Acho que pra avançarmos um pouco nisso, sei lá o que, precisaríamos acordar e dizer: “Que dia lindo! Ótimo para errar!”.

 

você marcha, José! José, para onde?”

 



Escrito por rapha_ às 19h05
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Afinal, que motivo leva uma pessoa a portar-se como rabisco de si mesma?

Pergunta idiota esta. Primeiro, o que é "portar-se"? Segundo, o que é ser "rabisco de si mesma"?

Não sei se com estas duas dúvidas colocadas em primeiro plano consigamos algo de útil. Também, pouco me importo.

 

Acho que o que me importa é buscar a origem desta minha pergunta.

E ai, inevitavelmente surge outra: Se eu sou um rabisco em determinados momentos, o que sou de fato?

Ou esta: ser rabisco é ser melhor, pior, diferente, igual, esboço, preexistir, anular, confundir, falsear?

 

Ahahahahahahahahhahaha.

"Ser ou não ser... Eis a questão. Que é mais nobre para a alma: suportar os dardos e arremessos do fado sempre adverso, ou armar-se contra um mar de desventuras e dar-lhes fim tentando resistir-lhes?" SHAKESPEARE. HAMLET.

Tão batido isso, até o fantástico usou como tema de reportagem.

Esqueçam tudo.

 

Pensei no rabisco pois hoje me recordei de Saul Steinberger. Dele não, nem o conheço, mas de um desenho seu.

Eis aqui, neste desenho, a origem daquela minha primeira pergunta.

 

 

 



Escrito por rapha_ às 16h50
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vício

Não imaginava que isso podeira se tornar um vício;

cada dia nos deparamos com coisas que nos fazem despertar para o absurdo;

coisas absurdas acontecendo, absurdamente encantadoras.

Como um dia que vi pessoas felizes por esporte, isso mesmo,

gente com hora marcada pra ser feliz...

fiquei pensando...quem me dera...podia ser feliz umas 4 horas por dia.

Depois do almoço, claro, pra compensar o desânimo da digestão,

e ao mesmo tempo nos sentirmos agradecidos por fazer aquela refeição,

uma felicidade encomendada e sem taxa de entrega,

sem ter que assinar recibo nem pagar multa,

caso não retribua esta felicidade no valor exato ao que lhe foi cedida.

Apesar de escutar a trilha faz um bom tempo,

estes dias que consegui assistir I am Sam...

Não sei se faz sentido o que estava dizendo acima com o filme,

nem tão pouco esboçarei sentido algum.

 

Voltando ao que estava dizendo,

por favor

1 dose de felicidade, sem recheio...

ah...ia me esquecendo, embrulha pra viagem, pq o caminho é longo.

P.S.

decidi por isso aqui depois, não sei o porquê, ou melhor, sei!

Tem certos momentos em que acreditamos na felicidade como um ponto projetado no futuro,

mas acaba vendo que isso não passa de um abandono presente.

E quando se dá conta disso, não tem jeito,

muda seu foco, cria novas perspectivas, esquece o abandono...

mas nunca esquecerá daquele futuro que poderia ter sido.



Escrito por rapha_ às 18h01
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