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CORTA PARA OS PÉS - 5 segundos observando-os, por sobre a cama, desde as pontas dos joelhos magros. Estão esperando um sinal para se moverem SILÊNCIO PREVALECE - o som ambiente da cidade cresce vagarosamente, é o sinal, para uma nova jornada. SEQUENCIA: OLHOS PRETOS, DEDOS ENTRELAÇADOS, NÓS DO SAPATO (marrom em 2 tons), NÓ DA GRAVATA, NÓ DO LENÇOL e PÉS FLUTUANTES. balançam calmamente, como se pudesse voar... O som do chuveiro cresce, e a luz desaparecendo. é a trilha para a etras que surgem lentamente no sentido contrário (5 - 6 - 6) no canto esquerdo superior lê-se 665. FIM
Escrito por rapha_ às 00h53
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CORTA PARA O QUARTO VAZIO tudo no mundo parace mudá-lo, seus sentimentos e sua forma inclusive, grandes interferências o pertubam a ponto de nunca conseguir ser si mesmo, sempre os outros... VOLTAM AS ÁGUAS - caindo em seu rosto é o único momento que é si próprio. CORPO NU COMPLETO - visto do quarto pela porta do banheiro, está encostado na parede, são seus últimos instantes consigo mesmo. BRILHO TOTAL
Escrito por rapha_ às 15h23
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TELA BRANCA como um brilho intenso o som forte da porta se fechando inaugura os barulhos da rua. buzinhasem vários tons e timbres, vozes, motores e gotas d'água, estas, predominantes... NA RUA - vemos o cenário pelas costas do andarilho. está tudo amarelo e branco. Uma garota de vestido vermelho cruza seu caminho e assim podemos vê-lo virar o rosto, no background tudo escurece, CLOSE NO OLHOS - eles estao vermelhos.
Escrito por rapha_ às 18h52
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LUZ BAIXA: os joelhos trêmulos conduzem a câmera ao olhar olhos mesmo olhos atônitos se fecham, e encerram. descortinam uma paisagem verde....extremamente verde. Novamente os olhos em close se abrem, e eles são verdes, extremamente verdes!
Escrito por rapha_ às 03h10
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dia 06/06/08 e um sentimento de completude. hoje, dia 20/07/09, mais de um ano de silêncio. a catapulta da incerteza de tirou desse buraco espero que o vazio se revele em linhas 665! aqui começa o curta (live e sem revisão) INT. CHUVEIRO olhos fixos na janela. micro flashforwards das cenas seguintes. enxuga, veste cueca, calça, meia sapato. Os olhos novamente fixos e atônitos para janela. Fim do som da água. BLACKSCREEN: em 2s.: 665 (canto inferior direito)
Escrito por rapha_ às 16h57
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P.S.
engraçado, encontrei comigo mesmo hoje a noite. lembro das conversas em cima do muro, um só em cimento, e o outro coberto com lajotinhas vermelhas, vizinhos lajotinhas tipo aquelas feitas para parede de escola, pra criançada sujar à vontade as conversas: talvez sobre o brinquedo mais novo, cores da calçada, e até um "o que vc vai ser quando crescer" A lajotinha azul, do mesmo tamanho da vermelha, veio à tona: cobria o piso da garagem que eu insistentemente olhava no momento que perdia o meu primeiro amor. e naquele mesmo local perdi meu avô, anos e anos depois Engraçado, hoje encontrei-me com lembranças, porque elas de fato é que permancem intactas, as pessoas, neste caso, são como chaves que abrem e revelam tesouros. beijo grande! 
Escrito por rapha_ às 23h20
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bom filho
quem adormece não espera os acontecimentos, simplesmente acorda e retoma tudo, de onde parou. A não ser que tudo ao seu redor não seja mais o mesmo, eu e o meio.
Escrito por rapha_ às 17h03
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transformações
reluzentes idéias acendem ascendem... quando me sentir leve saberei que atingi o pico
Escrito por rapha_ às 13h31
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again...
e assim começa o ano...
novidades antigas, castigos realizados,
superações das angústias e criação de novas,
novas em pílulas de mal-estar que serão servidas àqueles...
basta desejar além do necessário.
Escrito por rapha_ às 18h11
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liberto-me das falhas,
e livre do azar
onde os dedilhos de noite afora
insistem bravamente pelas vontades
liberto-me de ti
liberto-me do ar

Escrito por rapha_ às 01h04
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boas
quando acho que termino, (re)começo.
Escrito por rapha_ às 14h10
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sem tempo
pouco tempo para muito
muito tempo para nada
ideal: nem muito, nem pouco,
mas a parcimônia e o exacerbado me conduzem

Escrito por rapha_ às 08h52
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um pulo
cada dia caio por ai... cada um caindo por cada queda! cada queda que não revela, queda que sustenta sua queda por mentir. 
Escrito por rapha_ às 07h38
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na fita
sobre algo chato hoje:
tem um cara por ai, é...ele mesmo,
por conta de tudo não dito, ele começou a falar,
a falar...e a falar,
não distinguia o verdadeiro do sublime,
a curva da elipse,
o lápis da borracha.
Mas era esperto,
amigo do rei.
Belo dia...bela noite,
_afinal, já também não sabia se era claro ou escuro_
fechou os olhos abertos e respirou
o vazio do ar,
e algo entrou como cocaína.

Escrito por rapha_ às 16h02
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SEM PROPOSTA ALGUMA
Primeiro post sem vontade alguma...
o que dizer? o que escrever? o que pensar?
acho que preciso de outra coisa,
mais importante porém menos séria,
mais real porém menos...não sei.
Hum...Calvino seria uma boa:
Quero leveza e menos estaticidade,
rapidez e menos constância,
exatidão e menos amnésias,
visibilidade/visões e menos concretude,
multiplicidade e menos dúvidas,
consistência e menos....
não sei, Calvino morreu antes.

Escrito por rapha_ às 12h02
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